
Você aí. Já se imaginou ou tentou pensar em quais são os grandes desafios e o que é necessário para administrar um RPG grande e duradouro? Pois então, meu caro ou minha cara leitora, para nos ajudar com essa e outras questões sobre a gente teve o prazer de receber e entrevistar Zero, o criador do RPG Jujutsu Kaisen – Age of Death! Venha comigo nessa leitura para descobrir, ao menos, quais são os primeiros passos e pensamentos que você deve ter em mente para fazer de sua criação grande e duradoura!
Como é o RPG?
Para começar, o que exatamente é o "Jujutsu Kaisen – Age of Death”? Adaptado da obra de Jujutsu Kaisen, é um RPG que visa a seriedade e intensidade de seus eventos e de seu universo tal qual como se fosse a vida real. Sobre isso, Zero explica dizendo: “É um RPG com uma pegada mais realista que tenta retratar como seriam os eventos de Jujutsu só que na vida real, além de tentar aprofundar mais as famílias e desenvolver um enredo que busca tornar todos os protagonistas e mostrar que todos podem ter suas relevâncias, desde que sejam ativos.”
Conhecendo e Aprendendo
Agora que sabemos que tipo e qual RPG Zero comanda, temos que nos perguntar, numa busca pelo sucesso, quais os sistemas e o que é necessário para ser tão grande e duradouro quanto. Para isso, ele nos explica: “Nos sistemas é fundamental mesclar história X evolução visando atingir todos os gostos. Cada obra e cada autoria tem um tema diferente que pode ser explorado e inovações podem definir se um RPG será um sucesso ou um fracasso.”
Mas, não para por aí. Para Zero, há mais do que somente as mecânicas e regras do jogo e ele continua sua explicação: “Um RPG precisa se destacar perante aos demais. Suas edições precisam estar bem formadas, juntamente da divulgação de maneira correta para mais atração de players, além de uma estratégia assertiva que busca o seu público desejado.”
E, para completar, nos ensina a melhor forma de receber novos jogadores: “O recebimento de novos players deve ser feito de maneira rápida e eficaz juntamente de uma equipe especializada só para o recrutamento, com explicações e soluções de dúvidas recorrentes, além de um bom tratamento que vai influenciar totalmente na permanência do player.”
Dificuldades e Crises para Evitar!
Agora que a gente já conhece um pouco do RPG e um pouco de seu dono, isto é, conhecemos a criação e o raciocínio do criador, chama, em nossa mente, a dúvida: Qual a maior dificuldade para criar um RPG? Para nos responder, Zero levantou alguns pontos realmente interessantes:
“Além da vontade, porque dá um trampo maldito? A questão da concorrência e ajuda. Muitas pessoas desanimam ao ver RPG’s enormes, afinal, é muito mais vantajoso entrar em um RPG consolidado que um RPG pequeno que pode vir a morrer. Além de que, RPG’s pequenos tendem a ter sistemas limitados e RPG’s grandes já são feitos para suportar o pessoal. Além da falta de ajuda que muitos enfrentam tendo que criar um RPG sozinho de modo que isso se torna fatal devido a falta de tempo para melhorar sistemas e cuidar do RPG, o que acarreta na falta de suprimento que, somado à queda de membros no RPG, desanima o dono e o leva a desistir.”
Já que entendemos o que devemos evitar e pensar antes e enquanto a criação de um RPG, devemos nos perguntar: “E depois de tudo isso, quais as dificuldades e crises que um RPG iniciante pode enfrentar?” Numa resposta curta e clara, Zero nos responde: “Burrice.”, mas não para por aí, explicando-se logo em seguida:
“Eu ajudei um RPG de Boku no Hero e ele hoje deve ter 2 meses. Eu ajudei com divulgação e tudo mais, a criação de sistema e os ‘capeta a quatro’. Esse RPG bateu 73 jogadores em duas semanas. Tinha engajamento, player’s e era ativo, mas aí vem o problema principal: a administração relaxou. Sistemas ficaram ultrapassados para quantidade de pessoas, divulgação perdeu força e o RPG ficou monótono. É isso que nenhum criador pode deixar acontecer em seu RPG.”
Indo fundo e até o final
Sabendo tudo isso, podemos até entrar numa questão polêmica: iniciantes podem ou devem criar RPG’s logo de cara? Claro, cada um tem sua resposta, sua visão e experiência sobre o assunto, então resolvemos perguntar a Zero qual a sua resposta sobre isso. Em suas palavras: “Não, só vai causar desgosto e fazer essas pessoas desistirem até do mundo dos RPGs”. E aí, você concorda?
Claro que, como um RPG não é feito somente de sistemas, ideias e jogadores, temos que pensar nos administradores que atuam para que tudo dê certo e mantenha o RPG nos trilhos. Quando perguntamos a Zero como ele faz para administrar corretamente a sua equipe, afinal, ele é o dono e, portanto, líder, Zero nos revelou que não tem somente um setor e sim cinco, cada um com seus deveres e obrigações.
“Certo, eu tenho uma equipe de 18 pessoas. Fora eu, claro. São ao todo 7 narradores que garantem as missões autonarradas e narradas que mantém o RPG na ativa de maneira narrativa. São 3 pessoas na contabilidade que cuidam dos poderes (inatas), famílias e demais coisas das fichas. Eles mantém as listas do que está sendo usado ou não atualizada para que os sorteios ocorram, além de ser uma maneira de localizar com exatidão a pessoa e o que ela está usando. 5 no recrutamento/avaliação de inatas que auxiliam novatos e cuidam de calibrar as fichas de poderes para ter um balanceamento correto. 3 no auxílio de novatos/cuidado do OFF que ensinam os novatos o básico do RPG como sistemas, atualizar ficha e responder dúvidas. Além de que eles cuidam do OFF e mantém ele em ordem e mais 3 que vou recrutar para cuidar das fichas atualizadas, para evitar roubo de pontos e evitar erros em ficha, além de que todos aprovam cenas, ou seja, 18. Não tem essa de cenas não aprovadas.”
Mas com uma equipe grande assim, qual é a melhor maneira de apaziguar possíveis brigas, tanto entre administradores quanto jogadores? Os conselhos de Zero são: “Entre os jogadores, eu normalmente acalmo as partes. Caso isso se espalhe para o grupo, eu puno e deixo uma punição automática caso se repita. Entre administradores, simples, contratem gente boa e deixem claro que você manda. E as panelinhas eu lido interagindo mais com novatos.”
E se nada disso resolvesse? Temos a resposta! “Demitiria. Levels, semanas sem treinos. Em últimos casos, ban.” E no caso disto ocorrer e ocasionar uma possível sobrecarga em outros administradores, Zero adverte: “Planejamento. Não coloque todos os ovos em uma cesta”, indicando que é sempre bom ter reservas que estarão prontos a qualquer momento.
Então, já temos o caminho do sucesso praticamente todo iluminado, não é? A fórmula mágica para um RPG bom e duradouro, mas não é tudo; o melhor deixamos para o final. Como, dentro de um RPG estável, incentivar a interação entre jogadores e promover eventos e narrativas que envolvam o máximo de player’s? Para isso, Zero tem uma solução na ponta da língua; ou dos dedos: “Minigames que obrigam as pessoas interagir entre si, aí eles viram amigos e gg. Eu faço sagas que envolvem um lado do RPG sempre, tipo, Bem - Neutro – Mal (lados do RPG). Todos têm uma saga todo mês e as vezes eu mesclo. Os cara do bem vs cara do mal, entre outros.”
E assim, caro leitor, encerramos mais uma travessia pelo universo dos grandes criadores de RPG. Que as palavras de Zero sirvam como bússola para aqueles que desejam transformar ideias em legados duradouros. Nos vemos na próxima, onde novas histórias aguardam para serem contadas. Até lá, que seus dados rolem a favor da criatividade!
Clique aqui e jogue Jujutsu Kaisen: Age of Death.
Academy: De RPGistas para RPGistas!
NOVIDADES MAIS RECENTES

BIBLIOTECA ACADEMY